SAUDE

Publicada em 20/05/18 às 22:48h - 122 visualizações
Em meio à investigação sobre causas da toxoplasmose, Vigilância Sanitária intensifica fiscalização em Santa Maria no RS.

fonte: g1.globo.com


Quando os fiscais observam falta de higiene em restaurantes, supermercados, açougues e lanchonetes, os locais são interditados. Cidade tem contabiliza 353 casos confirmados da doença, e origem do surto segue desconhecida.
Agentes da Vigilância Sanitária intensificaram nesta semana a fiscalização em estabelecimentos que vendem alimentos em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, devido ao surto de toxoplasmose na cidade, cuja causa segue sendo investigada. Quando os fiscais observam falta de higiene em restaurantes, supermercados, açougues e lanchonetes, os locais são interditados.
A cidade contabiliza 353 casos confirmados de toxoplasmose, de acordo com boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde e a prefeitura da cidade, nesta sexta-feira (18). O surto já é considerado o maior já enfrentado pelo Rio Grande do Sul na história, e a origem ainda é desconhecida.
"Com relação aos alimentos, estamos fazendo um levantamento. Já tivemos mais de 300 amostras em diversos pontos do município, da cidade, principalmente, que estão sendo analisadas pelo laboratório de Londrina, e aguardando agora o retorno", diz o titular da 4ª Coordenadoria Regional de Saúde, Roberto Schorn.
Exames realizados na água distribuída pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) apontaram resultado negativo para o protozoário que causa a doença. Ainda assim, os moradores continuam sendo orientados a ferverem a água da torneira antes do consumo.
"Tem que explodir o cisto, e é o calor que faz isso, e isso vale para todos os hortifrutis e carnes, tanto que a maioria dos surtos ou foi água ou foi alimento", explica a infectologista Jane Costa. "Carnes cruas, alimentos que envolvam carne crua, não dá", adverte.
Nas unidades básicas de saúde, continuam chegando pessoas com sintomas de toxoplasmose. A aposentada Vera Lúcia Pinto, que teve a doença diagnosticada, relata ter ficado apreensiva quando começou a passar mal.
"Tive uns dias de muita dor de cabeça do lado esquerdo, era só do lado esquerdo. Fui ao médico, fiz uns exames, aí quando eu fui lá para mostrar, falei para o doutor que estava assustada, há uns quatro dias", conta Vera. "O que me assustou é que eu botei meus óculos que eu uso para perto e não enxergo nada", acrescenta.
Para agilizar o atendimento à população, a partir da próxima quinta-feira (24), começa a funcionar um novo ambulatório para exames oftalmológicos em uma unidade de pronto atendimento.
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento administrativo para acompanhar o trabalho que está sendo feito pelos órgãos de saúde na cidade. A ideia é centralizar as informações e buscar em conjunto novas alternativas para identificar a origem da doença. A fonte da contaminação ainda não foi identificada.
Dados do último boletim
1011 notificados;
665 suspeitos, dos quais 352 confirmados e 115 descartados e 198 em investigação;
346 a serem classificados.
Novo ambulatório
Um ambulatório específico para atendimento de casos oftalmológicos em decorrência da toxoplasmose começou a funcionar nesta sexta-feira (18), na Casa de Saúde. Os pacientes atendidos são encaminhados pela Secretaria de Saúde do município. O atendimento funciona nas segundas e quintas-feiras, das 7h30min às 12h30min. Nas sextas-feiras, também há atendimento, no entanto, a Casa de Saúde ainda está definindo o turno em que os pacientes serão recebidos.
Também continuam os atendimentos no ambulatório da Casa 13 de Maio, localizada na Rua Riachuelo, nº 364.
Toxoplasmose
A toxoplasmose, cujo nome popular é doença do gato, é uma doença infecciosa causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Este protozoário é facilmente encontrado na natureza e pode causar infecção em grande número de mamíferos e pássaros no mundo todo.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia, a doença pode ocorrer pela ingestão de oocistos [onde o parasita se desenvolve] provenientes do solo, areia, latas de lixo contaminadas com fezes de gatos infectados; ingestão de carne crua e mal cozida infectada com cistos, especialmente carne de porco e carneiro; ou por intermédio de infecção transplancentária, ocorrendo em 40% dos fetos de mães que adquiriam a infecção durante a gravidez.
Sintomas
Em alguns casos os sintomas não se manifestam, mas podem ser:
Febre;
Cansaço;
Mal estar;
Gânglios inflamados.
O período de incubação da toxoplasmose vai de 10 a 23 dias quando a causa é a ingestão de carne, e de 5 a 20 dias quando o motivo é o contato com cistos de fezes de gatos.
Prevenção
A Sociedade Brasileira de Infectologia lista algumas medidas de prevenção:
Não ingerir carnes cruas ou malcozidas;
Comer apenas vegetais e frutas bem lavados em água corrente;
Evitar contato com fezes de gato. As gestantes, além de evitar o contato com gatos, devem submeter-se a adequado acompanhamento médico (pré-natal). Alguns países obtiveram sucesso na prevenção da contaminação intrauterina fazendo testes laboratoriais em todas as gestantes;
Em pessoas com deficiência imunológica a prevenção pode ser necessária com o uso de medicação dependendo de uma análise individual de cada caso.



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