SAUDE

Publicada em 12/06/17 às 22:57h - 355 visualizações
Diretor cobra repasse de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde à região de Ribeirão

fonte: g1.globo.com


Governador de SP afirma que pediu ao governo federal o credenciamento de 61 novos leitos de UTI. Em meio à crise, hospitais se comprometem a reorganizar vagas para priorizar urgências.
O diretor regional de saúde de Ribeirão Preto (SP), Ronaldo Dias Capelli, disse nesta segunda-feira (12) que o Ministério da Saúde não tem investido em hospitais públicos na região, e que aguarda o repasse aproximado de R$ 12 milhões, já aprovados, para a ampliação de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
Capelli se reuniu com representantes da Secretaria da Saúde e de hospitais de Ribeirão para encontrar soluções para a superlotação, evitando a internação de pacientes em macas nos corredores ou o atendimento dentro de ambulâncias, como ocorreu na última semana.

"A gente aguarda que o Ministério Público Federal ingresse com ação contra o Ministério da Saúde, para que repassem esses recursos e a gente possa, de fato, melhorar a qualidade de vida da nossa região", afirmou.
Em visita a Ribeirão no sábado (10), o governador Geraldo Alckmin (PSDB) também afirmou que já pediu à União o credenciamento de 61 novos leitos de UTI para a região. O tucano anunciou ainda a contratação de 195 profissionais para o Hospital das Clínicas (HC-RP).
"O Estado hoje financia leitos de retaguarda com recursos estaduais, sendo que isso deveria ser feito com recursos do Ministério da Saúde, mas não têm acontecido", disse Capelli.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que Ribeirão Preto possui 140 leitos de UTI, pelo SUS, em funcionamento. Em 2014, foi aprovado o repasse, anual, de R$ 14,7 milhões pelo Plano de Ação da Rede de Atenção às Urgências do Estado de São Paulo e Municípios, para abertura/custeio de 10 novos leitos de UTI na Santa Casa de Ribeirão Preto.
Ainda segundo o Ministério, até o momento, o gestor não solicitou abertura desses leitos no Sistema de Implementação de Políticas Públicas em Saúde, procedimento necessário para liberação do recurso.
O diretor regional de saúde de Ribeirão Preto, Ronaldo Capelli, o secretário da Saúde, Sandro Scarpelini, e o superintendente do Hospital das Clínicas, Benedito Maciel.

Reorganização
Durante o encontro nesta segunda-feira, os hospitais se comprometeram a reorganizar os leitos já existentes e que são destinados a outros tipos de atendimento, para disponibilizá-los aos casos de urgência e emergência, desafogando os prontos-socorros.
Além disso, os diretores das unidades de saúde voltarão a se reunir para discutir formas de identificar a real necessidade de cada paciente e de agilizar as transferências. Capelli afirmou ainda que, até o final do ano, os sistemas de regulação estadual e municipal serão unificados.
"Uma ferramenta única para trabalhar, para poder dizer o que está sendo bem encaminhando, o que não está sendo bem encaminhado e corrigir, pontualmente, os erros, ou até as próprias virtudes, e fazer um diagnóstico melhor do nosso sistema", completou.

O superintendente do HC-RP, Benedito Carlos Maciel, também garantiu a liberação de 10 novos leitos até o final de julho, sendo metade deles na unidade coronariana e o restante na UTI. Até 2019, o hospital também deve inaugurar um novo Centro de Terapia Intensiva (CTI).
"Até setembro, provavelmente, a gente vai iniciar uma obra de ampliação do CTI, que vai passar dos nove atuais para 40 leitos. Então, é uma ampliação significativa, mas é uma obra que deve demorar, talvez no final do ano que vem", disse.
Diretor cobra repasse de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde à região de Ribeirão
Hospital Santa Lydia
O secretário da Saúde de Ribeirão, Sandro Scarpelini, disse, por sua vez, que técnicos da Prefeitura também estudam transformar o Santa Lydia, atualmente sob intervenção judicial, em um hospital de retaguarda, ou seja, para internação posterior aos atendimentos de urgência e emergência.
"Em vez de repetir as mesmas especialidades que já existem na Santa Casa, na Beneficência e no Hospital das Clínicas, que tivesse outra finalidade. Entre essas, pode ser que leitos de retaguarda sejam interessantes, que leitos de cuidados paliativos sejam interessantes. Isso vai ser discutido e apresentado à sociedade para discussão, para tomar uma decisão bem embasada", afirmou.
Atualmente, Ribeirão conta com 1.370 leitos em hospitais públicos, como a Santa Casa, a Beneficência Portuguesa, o Santa Lydia, o Hospital Estadual e o HC-RP, que tem uma unidade no campus da USP e outra para atender exclusivamente casos de emergência, no Centro.

Para Scarpelini, o esgotamento de leitos é um reflexo da falta de planejamento e investimento nos últimos 30 anos. Ao mesmo tempo, o problema se agrava com o fato de que muitos pacientes em tratamento continuam ocupando leitos de alta complexidade desnecessariamente.
"Primeiramente, é uma restruturação da finalidade de alguns leitos para tentar desafogar a sala de urgência, tanto dos hospitais, quanto os prontos-atendimentos e a UPA do município, que estão lotados também. Isso é o que pode ser feito de imediato. Depois, nós temos que reorganizar o sistema. Isso demora um pouco mais de tempo", finalizou.
Hospital Santa Lydia em Ribeirão Preto, SP.



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