SAUDE

Publicada em 07/04/17 às 23:46h - 351 visualizações
Entenda a importância da doação de órgãos, gesto que pode salvar vidas.

fonte: zh.clicrbs.com.br


Ainda envolta em tabus e preconceitos, dificultada pela negativa de familiares, a atitude pode melhorar muito a rotina de quem precisa.

É normal, comum até, ter medo da morte e não querer se preocupar com esse assunto ainda em vida. Muito mais cômodo é não pensar a respeito, apesar da inevitabilidade de que, um dia, todo mundo parte. Mas há uma decisão que, se tomada por uma só pessoa durante a vida, pode ajudar a salvar ou, ao menos, melhorar a saúde de outras dezenas: a doação de órgãos e tecidos.

Essa é uma decisão que pode ser definida por cada um antes de passar por alguma doença debilitante, mas acaba tendo de ser tomada pelos familiares. E, em meio ao sofrimento da perda, permitir à equipe médica que retire partes do corpo, como coração, pulmão e fígado, pode ser difícil. Por isso, é importante que quem pretende ser doador na morte informe seu desejo aos familiares.

— A decisão é da família após a morte. É isso o que diz a nossa legislação sobre o transplante. No mundo, trabalha-se com o consentimento informado, como é aqui no Brasil, e o consentimento presumido, em que há um registro de não doadores. Mas mesmo países que adotam um sistema como o nosso poderiam se beneficiar de um registro de doadores que tenha validade. Porque, aí, a decisão passa a ser da pessoa, em vida — afirma o coordenador de Transplantes da Santa Casa de Porto Alegre, Valter Duro Garcia.

Não é toda morte que pode resultar em doação de órgãos: somente quando o cérebro deixa de funcionar e o coração continua batendo com a ajuda de aparelhos — na chamada morte encefálica — é que os órgãos poderão ser transplantados para outra pessoa. Isso ocorre, por exemplo, com vítimas de traumatismo craniano (por acidente ou violência) ou acidente vascular cerebral (AVC). Já no caso dos tecidos, é diferente: mesmo após a parada cardíaca, é possível doar córneas, pele e ossos, entre outros.

Coordenador da Central de Transplantes do Rio Grande do Sul, Cristiano Franke explica que, além de salvar pessoas, prolongando em muito a expectativa de vida, a doação pode melhorar a qualidade de vida de quem precisa de um transplante, permitindo que esses pacientes possam retomar as atividades normais.

— Aquela pessoa que recebe uma córnea vai voltar a enxergar. Quem deixar de fazer diálise vai poder voltar a trabalhar, viajar, em vez de ficar quatro horas por dia preso a uma máquina. Aquele que precisa de um coração, de um pulmão, e hoje não consegue subir uma escada, tomar banho, amarrar o sapato, voltará a respirar e sobreviver com o novo órgão. Isso diminui o sofrimento que muitas pessoas têm e as ajuda a superar limitações — diz Franke.

O que é a doação de órgãos

É o ato de permitir que uma ou mais partes do corpo (órgãos ou tecidos), em condições de serem aproveitadas para transplante, sejam retiradas de um paciente após sua morte para que possam ajudar outras pessoas. No caso dos órgãos, o transplante precisa ser feito horas após o falecimento para que seu funcionamento no receptor não seja inviabilizado. Em alguns casos, a doação também pode ser feita em vida.

Como ser doador

O ideal é manifestar a vontade de doar e informá-la à família. Não adianta deixar o desejo expresso por escrito nem um registro — mesmo gravado em vídeo ou declarado em uma rede social, por exemplo.

A decisão final é dos familiares: são eles que definirão se e quais órgãos e tecidos serão doados. Por isso, é fundamental que os doadores deixem seu desejo claro para os parentes.

Quando a doação é possível

Não é qualquer tipo de morte que viabiliza a doação. Para que os órgãos possam ser transplantados, é preciso que sejam retirados enquanto o coração ainda bate artificialmente — o que só é possível em casos de morte encefálica, quando todas as funções do cérebro param de maneira completa e irreversível. Essa é a definição legal de morte.

Quando cessam todas as funções neurológicas, o organismo é mantido ¿vivo¿ com a ajuda de aparelhos. Como ainda há uma pulsação e o corpo ainda está quente, há dificuldade de os familiares entenderem que aquela pessoa não vai voltar. E a negativa familiar diante de situações como essa é a principal causa que impede a doação de órgãos.

É por isso que, apesar do grande número geral de mortes, a quantidade de possíveis doadores, especialmente de órgãos, é baixa.

Quem pode e quem não pode doar

Há critérios de seleção destinados a impedir que órgãos pouco saudáveis sejam utilizados em transplantes. A idade não costuma ser um deles: crianças e idosos podem ser doadores, assim como qualquer pessoa que tenha tido a morte encefálica confirmada. Mas a causa da morte e o tipo sanguíneo do doador, entre outros fatores, ajudam a definir quais partes de um corpo poderão ajudar outras pessoas. No Brasil, só há restrição absoluta à doação de órgãos por parte de pessoas com aids, com doenças infecciosas ativas e com câncer. No entanto, indivíduos com alguma doença transmissível podem doar para pacientes que tenham o mesmo vírus, como no caso das hepatites.

Ajuda também para a ciência

Além de a doação de órgãos e tecidos poder salvar ou melhorar a qualidade de vida diretamente — substituindo uma parte do corpo que não está funcionando bem em um paciente —, também é possível que essa contribuição solidária ocorra de maneira mais indireta, mas não por isso menos importante. A doação de órgãos e corpos para a ciência após a morte é também uma forma de salvar vidas.

A decisão pode contribuir para a realização de pesquisas na área da saúde e a formação e o aprimoramento de profissionais de cursos como Medicina, Biomedicina, Fisioterapia e Psicologia. Mesmo com o avanço da tecnologia, que possibilita trabalhar com bonecos capazes de replicar reações humanas a um tratamento médico, o contato com corpos reais continua sendo considerado imprescindível — e é uma dificuldade constante nos centros de formação, que costumam depender de cadáveres sem identificação para serem usados nas aulas.

O processo é diferente da doação destinada aos transplantes: enquanto esta depende do consentimento de familiares, a concessão para a ciência é uma decisão exclusiva da pessoa, que pode registrar sua vontade em um cartório e definir para qual instituição seu corpo irá após a morte.

Conforme a Sociedade Brasileira de Anatomia, entre os benefícios da doação de corpos para a ciência estão a contribuição para a melhor formação técnica dos profissionais da saúde e o desenvolvimento de novas técnicas cirúrgicas que possam ser mais eficientes e menos invasivas.

De criança para criança

Nem todo órgão ou tecido, mesmo que haja compatibilidade entre doador e receptor, pode ser transplantado para qualquer pessoa. Quando a família opta por doar partes do corpo de alguém muito jovem, é dada preferência para que uma pessoa de idade semelhante as receba. De acordo com o regulamento do Sistema Nacional de Transplantes, pessoas com até 18 anos têm prioridade para receber órgãos de doadores na mesma faixa etária.

Isso ocorre porque, nos mais jovens, os órgãos ainda não estão completamente desenvolvidos. Seria arriscado transplantar um pulmão de uma criança pequena para um homem maduro, por exemplo. E, segundo o Ministério da Saúde, a maior expectativa de vida desses pacientes jovens também é um fator relevante.

— Se eu tiver um doador de quatro anos, os rins vão para crianças. Se não tiver um doador compatível, se houver alguma particularidade em que uma criança não se encaixe, aí vai para um adulto. Mas primeiro se seleciona uma criança. Isso facilita para que haja poucas delas em lista, já que se consegue fazer o transplante mais rápido — explica Valter Duro Garcia, coordenador de transplantes da Santa Casa.

Crianças e adolescentes podem ingressar na lista para transplante de rim mesmo sem ter entrado em algum tipo de diálise, por exemplo: elas têm direito de se inscrever antes da fase terminal da doença renal crônica, que pode prejudicar sua qualidade de vida durante anos. O entendimento é que, em casos assim, não se está ferindo o princípio da igualdade, mas preservando o direito à vida.

Não é só a idade que define o tamanho de um órgão. No caso do coração, o sistema de transplantes segue um princípio parecido: o órgão de uma pessoa de 100 quilos, por exemplo, não pode ser transplantado para alguém com menos de 80 quilos — isso porque a diferença de peso não pode exceder 20%.


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