JUSTIÇA

Publicada em 31/08/17 às 22:16h - 502 visualizações
Estupros de crianças em 2017 já superam em 38% todo ano passado em Novo Hamburgo no RS.

fonte: jornalnh.com.br


Só em agosto, foram 18 casos na cidade, que já tem 69 registrados no ano.
Muitas pessoas afirmam que a melhor fase da vida é a infância, onde a única preocupação é brincadeira. É a fase das descobertas, do aprendizado. Mas, infelizmente, nem toda criança tem a chance de ser criança, e as estatísticas apontam para esta triste realidade. Em Novo Hamburgo, os registros de maus tratos contra menores vêm aumentando, principalmente no crime de estupro de vulnerável. A brincadeira, o jeito divertido e inocente de ver o mundo estão cedendo espaço para o medo, para o mundo sombrio da violência. O sorriso alegre de uma criança está entristecendo. Do início do mês até ontem, 18 casos de estupro de vulnerável foram confirmados no Município. 
De acordo com a delegada Raquel Peixoto, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Novo Hamburgo, agosto está sendo o mês com mais registros de estupro de vulnerável. "Hoje (ontem) despachei o 18º caso de estupro do mês. Agosto foi o mês de maior incidência até então", ressalta a delegada. 
Em Novo Hamburgo, de janeiro até ontem, já foram registrados 69 casos. Este é um número que preocupa, pois tem todo o ano passado foram registrados 50 estupros de vulnerável. Na opinião da delegada Raquel, é preciso realizar um estudo detalhado para entender o porquê do aumento deste tipo de crime, que muitas vezes é cometido por pessoas de confiança da vítima. O Conselho Tutelar, órgão responsável por acompanhar vítimas infantis da violência, não se manifestou sobre a grave situação. 
Vítimas precisam de carinho, diz psicóloga 
Psicóloga e professora de Psicologia da Universidade Feevale, Denise Regina Quaresma da Silva comenta que a família tem um importante papel na reestruturação de uma criança que sofreu abuso. "A criança precisa ser entendida como uma vítima que precisa ser muito acarinhada, pois teve um corpo machucado, profanado. Este corpo precisa de muitos toques afetuosos, muito acolhimento e muita afetividade na família e na escola", enfatiza Denise, que também explica que, como na maioria dos casos o abusador é um familiar, ocorre um pacto de silêncio, pois a criança sente vergonha, medo e culpa, sentimentos que favorecem ao isolamento da criança. 
"Entre os sintomas que devem chamar a atenção, encontramos a mudança de humor repentino, a agressividade exagerada em casa e na escola, crianças que fazem brincadeiras sexuais inadequadas repetidamente, recusa sem explicação lógica de permanecer em casa com um familiar, automutilação, falta de concentração na escola e sintomas de depressão, como excesso de sono, falta de apetite e indisposição para brincar", relata. 
Dados são alarmantes no Estado 
No Rio Grande do Sul, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), somente no primeiro semestre deste ano, 22.325 menores já sofreram algum tipo de violência, como ameaça, estupro, lesão corporal, homicídio, entre outros tipos de agressões. No caso específico de estupro de vulnerável, 591 menores de 12 anos já foram abusados sexualmente. Dos 12 aos 17 anos, 380 vítimas já foram identificadas. 
Em 2016, 10.066 menores de 12 anos sofreram algum tipo de abuso. Dos 12 aos 17 anos, o total foi de 41.166. No caso de estupro de vulnerável foram 1290 na faixa etária de menores de 12 anos. Dos 12 aos 17, houve 852 casos no ano passado. Aliás, em 2016 também ocorreram mais 861 casos de estupros em menores que não se encontravam em estado vulnerável. Destes, 298 em menores de 12 anos e 563 dos 12 aos 17 anos. A SSP explica que a categoria estupro de vulnerável é aquela em que o menor era morador de rua, que apresenta algum tipo de enfermidade, de ciência ou em que a família vive em vulnerabilidade social. 
Escola e família para tratar o trauma 
A psicóloga conta que é preciso tratar o trauma do abuso e o apoio da escola e dos familiares é fundamental. "A psicoterapia possibilita o entendimento do ocorrido, pois a criança fantasia muitas vezes que pode ter provocado ou despertado no abusador ou na abusadora o interesse, sem levar em conta a sociopatia do adulto abusador. Os meninos abusados tendem a temer 
na vida adulta os traços homossexuais resultantes da violência sofrida e o silêncio no estupro de meninos é muito adoecedor, um tabu maior do que o estupro em meninas e ocorre em grande número, mas os registros destas ocorrências são menores, o que considero terrível", ressalta a psicóloga Denise. 
Série Cicatrizes da Alma 

Em junho, a imprensa apresentou a série especial Cicatrizes da Alma que falava justamente sobre as consequências, no longo prazo, dos abusos sofridos pelas vítimas. Em quatro reportagens, a repórter  mostrou que há falhas da rede de proteção e que as autoridades estão longe de conseguir combater este tipo de crime.
Como e a quem denunciar em Novo Hamburgo 
• Conselho Tutelar: (51) 3524-4315 • Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher (DEAM): 
3584-5805 ou WhatsApp (51)98418- 
7814 
• Promotoria de Justiça: (51) 3582- 
6164 
• Disque denúncia no Estado: 0800642 64 00 ou 181. 
• Disque denúncia Nacional: 100(ligação gratuita) 
Saiba que... 
Nos Estados Unidos, o 
Departamento de Polícia de Miami (MDPD) informa a população por meio de informativos impressos e de seu site 
(www. oridasexo ender.net (http://www. oridasexo ender.net)) as fotos com o per l de cada criminoso sexual que se encontra fugitivo ou que está em liberdade. Em Miami, qualquer cidadão pode entrar em contato com o Departamento de Polícia e informar o paradeiro de um procurado. Se a chamada levar à prisão criminal, o denunciador pode ser elegível para receber uma recompensa. Outra forma de proteção contra os criminosos é a proibição de alugar 
casas perto de escolas, sem autorização do Centro de Respostas. É ilegal alugar uma estrutura de serviço, uma parte de qualquer residência, um prédio ou qualquer outro local localizado a 2,5 mil metros de distância de uma escola, sem a autorização do Centro de Respostas de Miami, pois o inquilino poderá ser uma pessoa que está proibida de chegar perto de crianças, por exemplo. A ofensa deste pedido é punível com pena de prisão tanto do proprietário como do inquilino, podendo ir para a prisão por 364 dias, além de multa. De acordo com a delegada Raquel Peixoto, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Novo Hamburgo, no Brasil não há uma legislação que pune ou que tenha um controle maior dos criminosos sexuais como em Miami. Porém, no site da Polícia Civil, há fotos de foragidos, de suspeitos e de desaparecidos.




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