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Publicada em 11/04/16 às 14:08h - 325 visualizações
COMPORTAMENTO PROFISSIONAL

conexaobombeiro.com.br


 (Foto: conexaobombeiro.com.br)

Três pesos, muitas medidas... 

"Só é habilitado a tocar na ferida quem tem a competência de curá-la" A.Cruz 

Em mais uma edição desta valorosa publicação bombeiril ia me ater a comentar sobre o Bombeiro Civil e a Lei do Uniforme, no entanto, nasceu em mim a vontade de falar nesta coluna algo que sutilmente já tratei no livro Bombeiro Civil no Brasil e tem premência por mudanças comportamentais em nossas áreas.   

Não só na área de segurança contra incêndios, mas e também na segurança global - como defino de forma mais ampla segurança em suas várias faces - três, dentre outros grandes pesos tem sido lançados sobre os diversos profissionais, causando-lhes, sobretudo, grandes feridas, a saber: 

  1. A descrença de que um aluno pode se tornar um bom instrutor, ou seja, um excessivo controle umbilical e senso extremo de paternidade; 

  1. A síndrome do baixo clero, ou seja, uma vez em determinada função, sempre sem evolução. Uma vez Dáliti, nunca poderá se chegar a ser um Brama (em relação às castas impostas aos indianos pela crença de que uma vez nascido na pobreza, dela jamais poderá sair, pois é seu destino sagrado); 

  1. A mania da Hiena, ou seja, mesmo com a gama de serviços e facilidades disponíveis na internet para avaliar, validar e documentar certos informes, transformando-os em informação, não se deseja perder tempo em validar a fonte, mas apenas a praticidade imprudente, e às vezes criminosa, de citá-la ou compartilhá-la sem investigar de fato a origem e a intenção. 

Esses pesos são muito perceptíveis desde as postagens que acompanhamos e monitoramos durante um bom tempo nas redes sociais, bem como em pesquisas de campo que realizamos com dezenas de profissionais da área de segurança pública, do trabalho, contra incêndio e patrimonial. E na maioria das vezes, este prisma não está ligado somente aos pensamentos intra e interpessoal (maioria), mas também associados a preconceitos concebidos a partir da idéia de certa "homogeneidade profissional". 

Primeiramente, um educador, professor, instrutor, formador, disseminador, coach ou facilitador (como queiram), que não acredita ou desconfia do potencial de seu alvo de ação, já comete estelionato cognitivo contra si próprio e assina atestado de incompetência ao não reconhecer a excelência de seu próprio ensino, sendo credor "ad eternum" da falta de ferramentas de mensuração do seu trabalho.  

Por outro lado, não com menos razão, existem as desconfianças em relação e legitimidade de algumas instituições, como detentoras de moral e ética formadora, ou seja, há formações e supostas especializações que não deveriam ter nenhum crédito, porem, ainda falando sobre a mania da hiena, a maioria dos profissionais de recursos humanos - onde deveria haver maior rigor nas empresas - não tem formação e conhecimento mínimo aplicado as especificidades dos profissionais de segurança, o que há muito são embusteiros. Daí, ser muito comum encontrarmos, certas figurinhas carimbadas em alguns postos de bombeiros civis, dentre outros, que já são conhecidos pelos famosos jargões que nitidamente mostram suas personalidades. Um desses famosos jargões que ouvi de um dos bombeiros sob nossos cuidados em determinado tempo, numa planta de alto risco, nunca esqueci, a saber: ..."meu amigo! Não é comigo! Isso não é minha função! Dinheiro pouco se ganha na manha, tão querendo me derrubar!"... Fantástico não?! 

Observemos que sobre o segundo item, o item "b", há uma costumeira e falsa idéia de que uma vez bombeiro civil, há uma errônea concepção de que nunca se poderá evoluir para um outro nível e muito menos a um status de maior complexidade, o que faz com que muitos profissionais ao se encontrarem em eventos da área, sempre tenham a fraca idéia de que, ou o colega está lá, pois está procurando recolocação e entregar um currículo, ou porque está na "merda" profissional. Pouco se pensa que o profissional evoluiu e está em constante busca de aperfeiçoamento, daí a fatídica pergunta "você está onde", "ta fazendo o que", porém nunca com simplicidade, mas com um ar de quem se acha superior naquele momento. 

Já sobre o item "c", sempre temos algum péssimo exemplo que não deveria ser seguido, principalmente quando o mal exemplo vem de pessoas que supostamente deveriam ser exímios guardiões da ética e moral profissional. Recentemente, o dono de uma escola de bombeiros de São Paulo, muito mal informado, postou e foi compartilhado por um oficial do corpo de bombeiros militar, um comentário arcaico, preconceituoso e muito maldoso sobre a publicação de um colega da área. O que mais me chamou a atenção, não foram as fofocas ali elencadas de forma mentirosa e os comentários dos incautos que curtiram como ovelhas mortas o ato mentiroso, mas a total falta de responsabilidade do autor, dos que compartilharam e da maioria dos leitores em investigar, todas as acusações através dos sites institucionais e das agencias mencionadas no infantil comentário, demonstrando na prática como se está longe de obter coerência nas informações deflagradas criminosamente por aqueles que como a hiena adoram as sobras do que foi morto pelos leões. 

Por fim, é preciso conscientizar-se que no ensino de lideres, formadores de opinião e grandes profissionais como o são os Bombeiros Civis é preciso atuar com humildade, respeito, consideração em rede, zero ciúme e nenhuma vaidade, visando a excelência e o crescimento profissional de todos os anjos prevencionistas, bem como minimizar os "estranhamentos" e desconfianças com o que deveriam ser as maiores categorias do mundo. 

Que o grande arquiteto do universo nos ajude a ter condições e gingado suficientes para evitarmos ser atingidos por tais pesos, bem como não deflagremos as diversas medidas que deles podem surgir nas profundas chagas profissionais ao nosso redor, rejuvenescendo nosso pensamento como profissionais cada vez mais competentes e capazes de fazer cada vez melhor o que precisa ser feito. 

Fraterno abraço a todos!


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