BOMBEIROS

Publicada em 24/07/19 às 14:17h - 180 visualizações
Cadela que atuou no resgate em Brumadinho morre após o nascimento dos três filhotes, em Goiás

fonte: G1


Vênus era do Corpo de Bombeiros de Goiás e esteve por duas vezes atuando nas buscas de vítimas em meio a lama tóxica em Minas Gerais.
A cadela Vênus, que atuou na tragédia de Brumadinho-MG junto com o Corpo de Bombeiros de Goiás, morreu nesta segunda-feira (22) após o nascimento dos seus três filhotes.
Segundo a corporação, a cachorra, da raça Labrador retriever, foi atendida no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Goiás (UFG) e não resistiu após a cirurgia de cesária e castração, tendo uma hemorragia interna.
Ela era um dos cães de resgate que o Corpo de Bombeiros enviou, em fevereiro, para atuar na busca das vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho.
Exames recentes constataram que a Vênus e outros cães do estado que atuaram em meio a lama da tragédia estavam com alterações na taxa de metais pesados no corpo. No entanto, veterinários dos Bombeiros e do hospital da UFG não relacionam a morte da cadela com a alteração.
A Vênus, que tinha seis anos, nunca havia parido antes.
“A Vênus sofria de distocia materna, que é a incapacidade da mãe de parir normalmente. Tanto que ele teve que passar pela cesária e apresentou esse quadro de complicação. Pelos exames, ela estava clinicamente prefeita. Toda a nossa equipe está muito triste, de luto”, disse a médica veterinária e vice diretora do Hospital Veterinário da UFG, Vilma Ferreira.
Os três filhotes - duas fêmeas e um macho - passam bem, segundo o comandante do Canil do Corpo de Bombeiros, o capitão Luciano Alexandre Freitas.
“Eles nasceram prefeitos e estão sendo acanhados por nossos veterinários no canil central”, comentou o capitão.
Os filhotes estão sendo amamentados pela cadela Hannah, Husky Siberiano de um bombeiro da corporação. O animal recentemente teve oito filhote e tornou-se “ama-de-leite” dos três filhotes da Vênus. Antes, eles estavam sendo alimentados por uma suplementação.
Cadela Hannah, da raça Husky Siberiano, está amamentando os filhotes da Vênus
Ainda segundo Freitas, assim como vinha sendo feito com a Vênus, os três filhotes vão ser acompanhados para ver se eles também apresentam alguma alteração por conta do contato da mãe com os metais pesados.
“Nós vamos fazer todo o acompanhamento, como fazíamos com ela. Tanto que os nossos veterinários avaliaram que não tinha nada que proibisse a gestação dela, nenhuma alteração”, contou o capitão.
Assim como no caso da Vênus, outros cães que tiveram contato com a lama tóxica seguem sendo monitorados mensalmente e estão participando operações com os bombeiros. O quadro não é considerado preocupante.
Vênus atuou por quase seis anos em operações de resgate do Corpo de Bombeiros de Goiás, inclusive em Brumadinho-MG
Orgulho para a corporação
Para quem teve a oportunidade de conviver com a Vênus, fica o orgulho, a eterna admiração, além da certeza de que ela deixou além dos filhotes, um legado.
“A corporação sente muito orgulho das ações que ela prestou. Ela foi primordial na formação de outros cães regatistas”, afirmou o comandante.
Segundo a corporação, Vênus começou a fazer buscas com apenas 11 meses. Com 1 ano, ela encontrou seu primeiro cadáver, durante ocorrência, na região do bairro Santa Luzia, em Goiânia.
Posteriormente, encontrou outro com apenas 10 minutos de busca, no Jardim Botânico. Vênus também começou a ser treinada para busca de seres vivos e foi certificada nacionalmente.
Em 2016, se destacou ao ajudar a desvendar um assassinato, em Lagoa Santa, encontrando uma vítima enterrada em um fosso de 15 metros de profundidade.
Em Brumadinho, ela atuou por dez dias. Em 10 de abril, voltou a Minas Gerais para trabalhar por mais 15 dias para atuar na fase mais técnica da tragédia.
“Vênus foi um dos cães que mais se destacou no árduo trabalho. É com pesar que O CBMGO comunica o falecimento do animal”, diz nota emitida pela corporação.
Geração em geração
Antes mesmo da morte de Vênus, o Corpo de Bombeiros já havia informado sobre o desejo de treinar os três filhotes dela, criando uma nova geração de cães para ajudar nas buscas por pessoas desaparecidas.
“Esse trabalho do cão facilita muito o trabalho do bombeiro num cenário onde muitas vezes, o nosso faro, não consegue perceber que ali tem uma pessoa ou a gente não consegue escutar aquela pessoa", afirmou o tenente-coronel Fernando Caramaschi.
Vênus pariu duas fêmeas e um macho durante cesária no Hospital Veterinário da UFG




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